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   Coprocessamento de Resíduos

 
O coprocessamento de resíduos industriais em fornos de clínquer é uma solução que satisfaz as atuais exigências de controle ambiental, proporciona o aproveitamento térmico e material dos resíduos, diminuindo a queima de combustíveis fósseis e o consumo de recursos naturais não renováveis, além de dar uma destinação adequada aos resíduos industriais.

O coprocessamento utiliza-se das condições de temperatura do processo de fabricação de cimento (aproximadamente 1.200°C) para a destruição de diversos tipos de resíduos industriais de forma segura. O resíduo é aproveitado como potencial energético ou substituto de matéria-prima nesse processo.

Através dessa técnica, a maior parte dos componentes orgânicos dos resíduos industriais é destruída e as cinzas incorporadas ao clínquer, sem que haja a geração de qualquer efluente líquido ou sólido decorrente de sua queima.

Os compostos orgânicos são destruídos no processo, devido às altas temperaturas, grande turbulência e alto tempo de residência.

Esta alta temperatura é mantida por vários minutos, tempo necessário à formação do clínquer, substância que confere ao cimento suas propriedades hidráulicas.

Nas análises do clínquer não são encontrados compostos orgânicos, o que comprova a eficiência do processo. Os metais reagem com as matérias-primas fazendo parte da estrutura cristalina do clínquer, sem prejudicar a qualidade do produto.



Resíduos que podem ser coprocessados
 
• Substâncias oleosas;
• Corantes, tintas, vernizes;
• Catalisadores usados
• Produtos fotográficos;
• Lodo de esgoto;
• Resinas, colas, solventes impregnados com tinta;
• Pneus, emborrachados;
• Areia ou terra contaminada com óleo;
• Embalagem de produtos químicos, entre outros.


Resíduos que não podem ser coprocessados
 
• Materiais radioativos;
• Lixo hospitalar;
• Pilhas, baterias;
• Lixo doméstico ou urbano;
• Vidro;
• Embalagens metálicas.